As decisões certas (ou não)
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| A pequena frota |
Olá leitores queridos, como vão ?
Vamos adiante na história, sobre minha empresinha de transporte de passageiros. Hoje estou inspirado para escrever, e cansei de falar de mulher. Tentei formular uns textos sobre mulheres mas acho que não tô na vibe de relembrar de desilusões amorosas.
Ao som de: Só da você na minha vida - Hugo e Guilherme
2016 foi um ano excelente. Muitas mudanças positivas, muito desapego e claro, como sempre, um declínio desenfreado.
Eu tinha um faturamento bom com a empresa de transportes. Uns 30k por mês. Passei a frequentar lugares que nunca havia sonhado em pisar. Quer ficar rico? Tenha amigos ricos!
Da primeira vez que fui no Outback com alguns amigos, peguei o cardápio e não entendi bulhufas do que estava vendo.
Veio então uma garçonete muito bem apessoada e perguntou qual seria meu pedido.
Apontei o primeiro item do cardápio e disse: "Quero daqui, até aqui", apontando pra ultima linha do cardápio.
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| Não achei foto do Outback, então vai do Applebee's mesmo. |
É, mandei descer 2 páginas do cardápio do Outback na mesa. Estavamos em 6 senão me engano, e a conta passou dos 4 dígitos. Apesar do estilo de vida e da grana toda, sempre fui um cara simples e ainda gostava de tomar caldo de mocotó no terminal central de campinas, ou sair pra rua de chinelos e vestido igual mendigo. Nunca precisei provar nada pra ninguém, e a mágica do mundo está na simplicidade das coisas.
Esse novo estilo de vida, recheado de coisas boas e muitas mulheres, obviamente me forçou a mudar um pouco e me manter mais saudável e bem vestido. Fechei contrato com mais duas empresas grandes e a coisa só cresceu (agora vejo como durou pouco, na verdade).
Os serviços para a MB ficaram mais frequentes, e os gringos não queriam mais apenas o transporte.
Quando queriam cigarros, me ligavam e pediam. Até que um belo dia, me ligaram pedindo algumas mulheres. E bom, falar não nunca foi uma opção.
Naquele dia, fui numa boatezinha do cambuí, pois já sabia que muitas mulheres que iam pra boate e ficavam sozinhas, era na verdade garotas de programas procurando parceiros. Além disso, tinha alguns contatos de mulheres que levava para moteis eventualmente.
Alias, vamos fazer uma pausa aqui. Essa parte da história merece atenção.
Voltando um pouco no tempo, quando a Uber ficou ruim e deixou de dar um bom faturamento e eu ainda não tinha clientes suficientes pra me manter, comecei a pensar em diversas saídas pra colocar o carro pra trabalhar e pagar as contas.
Foi aí que conheci um novo amigo, que chamarei de Enrolado.
Enrolado era filho de delegado e putz, conheci ele levando ele pra comer uma puta barata de 40 reais numa quebrada de Hortolândia.
Levei ele umas 2h da manhã pra pegar uma puta horrível na rua, e fui busca-lo as 4h da manhã num motel bem chulé. Acabou que o santo bateu e viramos amigos dali em diante.
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| Sempre amigável. |
Comentei pra ele que a coisa tava difícil e ele teve a ideia: "Porque tu não vira motorista de puta?"
Estavamos bebendo num boteco qualquer, eu gostei da ideia e ele sugeriu: "Então vamos abordar as putas da rua e meter cartão nelas".
Saímos do buteco e fomos pra rua das putas. Passamos por todas oferecendo o serviço de transporte de passageiros mais barato que taxi (dupla ilegalidade, kkk). Quando terminamos, ele sugeriu: "Vamos tentar os traveco também?" E fomos pra rua dos traveco meter cartão nas meninas(os).
Algumas horas depois, a primeira chamada. Um serviço de transfer ida e volta pro motel. 50 reais cada perna.
Não vou entrar em muitos detalhes, mas o negócio rendeu. Durante algum tempo, eu exclusivamente levava putas e travecos pra cima e pra baixo. Focava nas putas de luxo, que cobravam acima de 300 reais, para poder cobrar 100 reais de serviço de transfer (pagos pelo cliente delas).
E foi aí que peguei nojo do perfume Egeo.
Se você leitor, for mulher... Saiba que esse é o cheiro padrão das putas. Toda puta que eu carregava, seja mulher ou traveco, usava essa bosta de perfume maldito.
Tinha um amigo meu que era vendedor da Hinode, e um belo dia ele me mostrou um perfume feminino aplicando num pedaço de papel. Falei que era o cheiro das putas, rimos muito e ele jogou o papelzinho na bolsa lateral da porta do passageiro.
Meu carro ficou fedendo aquele perfume. E eu achava que o cheiro das putas estava impregnado na minha cabeça. Lavei o carro com álcool pra tirar o cheiro, e passei uma semana com dor de cabeça por causa daquele cheiro maldito de perfume no carro. Até que um dia, achei o tal papel lá.
Eu acabei pegando um pouco de aversão a transportar Travecos por motivos que não citarei, então essa fase da minha vida deve ter durado uns 2 meses.
Voltando ao foco, eu precisava de putas. Fui lá na boate, troquei ideia com uams 3, expliquei a situação e saí de lá acompanhado de duas meninas (que cena meus amigos, que cena). Levei as gurias pro gringo e pronto, eu tinha virado o cafetão oficial da MB.
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| Claro que fazer amizade com putas tem suas vantagens. |
Agora além dos transfers, eu ganhava uma boa grana com a cafetinagem. Vejam só:
Cobrava 100 reais para levar as putas pro gringo, depois trazer embora.
Usava minha máquina de cartão pra receber, e levava 10% do valor total como 'taxa'.
E cobrava 25% do valor pago às meninas, como 'taxa de conveniência'.
Então 2 meninas, cobrando 300 reais por programa me rendiam 295 reais. As meninas que 'trabalhavam', ganhavam 202,5 reais cada uma liquido, em espécie pagos na hora. Que negócio da china, né?
O problema é que meu noivado tava muito ruim, e começou a chover energia negativa na minha horta. Apesar de tudo, sempre acontecia alguma coisa que me tirava do eixo.
Numa noite, eu tinha 2 transfers marcados. Levaria uma menina pra Guarulhos a meia noite, voltaria pra Campinas e levaria o gringo pra guarulhos as 7h da manhã.
Fiz a primeira perna da viagem, entreguei a passageira e aqui um fato curioso...
Durante a viagem, eu via ela debruçada nos bancos me olhando e num ponto ela disse: "cuidado na volta". Quando chegamos ao destino, ela havia sumido. Me disse que dormiu deitada no banco a viagem toda.
Bom, voltando pra Campinas um médico chapado avançou o sinal vermelho com o farol apagado e chapou meu carro.
Rodei na pista por conta disso, e tirando o susto e o dano estético, tudose resolveu. Voltei dirigindo pra Campinas e já tinha o horário marcado com o Gringo... não podia nem pensar em falhar. Não tinha carro disponivel para fazer esse transfer.
Deixei o carro em casa, peguei um Uber e fui até o aeroporto de campinas pegar um carro alugado.
Cheguei pontualmente na casa do gringo conforme combinado, ele estranhou o carro diferente e expliquei o ocorrido. Obviamente ele lamentou e agradeceu pelo meu comprometimento. Afinal ganharia muito pouco naquela viagem devido custo do carro alugado. Fiquei mais de um mês com o Jetta parado, e aluguei um Focus Sedan pra trabalhar nesse tempo. Lembro que de aluguel mensal, pagava uns 4 mil reais.
Foi nesse ponto, quando estava com o Focus, que conheci a 03. Mas essa é uma história que contarei só daqui um booooom tempo.
Minhas vindas para São Paulo eram frequentes, então era fácil ter uma mulher aqui e uma em Campinas. Ainda sim, o ano de 2016 foi muito bom financeiramente e amorosamente. Terminei meu noivado e engatei o romance com a 03. Eu não sabia se realmente seria algo duradouro, parei de sair com outras mulherese passei a focar só nela. Afinal, era muito bem recebido quando vinha pra casa dela em SP. Não quero entrar nesse assunto, então acho que vou parar de escrever por enquanto.
Por enquanto é só, pessoal :)



















































