A briga com os taxistas
- A fiscalização de transito, buscando apreender os 'irregulares'
Era só a nata da Uber, e tinham acabado de implantar a tarifa dinâmica em Campinas.
Explico: Quando tinha mais gente chamando do que carro disponivel, a Uber aumentava o preço da viagem. Quem estava disposto a pagar 2 ou 3x o valor da corrida, tinha carro de imediato. Quem não tinha grana, esperava o preço baixar.
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| Atenção ao segundo comentário. |
E a Uber realmente pagou o preju. R$9.920,00 pelo reparo, e ainda pagou a semana que fiquei com o carro parado.
Depois de alguns meses tive o carro quebrado novamente por taxistas, e a uber novamente pagou sem reclamar.
Aí veio o problema: era real o ódio dos taxistas, e fazer viagens na noite era realmente perigoso. Nossos carros começaram a ficar marcados pelos porcos e sempre rolava uma confusão ou outra.
Nosso ponto de encontro era o McDonald's da norte-sul, e combinamos que caso um taxista viesse querer arrumar confusão, deveríamos seguir sempre pra lá.
E uma semana depois, após desembarcar um passageiro no cambuí, fui seguido por um taxista. Fui pro Mc e tinha uns 10 ubers por lá. O cara usou o radio taxi pra chamar outros amigos, e em minutos apareceu um monte de taxista. Virou um salseiro do caralho, todo mundo se xingando e finalmente a policia chegou para apaziguar.
Diante do ocorrido, a gerência do McDonald's proibiu que os ubers ficassem por lá de noite e então nos mudamos para a Dpaschoal.
Nessa época, ficou difícil trabalhar por causa da represália. Toda hora tinha um taxista na bota enchendo o saco, eu vivia fugindo porque meu carro tinha ficado conhecido e foi aí que a Uber deu o primeiro 'golpe'.
Na noite pro dia, tirou os incentivos. Ou seja: dali em diante iriamos ganhar apenas o valor que fizessemos nas viagens, sem nenhum adicional por ficar ou não Online.
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| Acabou-se o que era doce. |
Junto com isso, implantou um sistema de recompensas por indicação de motoristas.
Cada 'amigo' que eu colocava pra dirigir na Uber, recebia 400 reais. Com isso, a quantidade de motoristas aumentou MUITO, e a quantidade de passageiros não acompanhou. Tu ficava online o dia inteiro e malemal fazia 100 reais. Foi um péssimo mês, eu só consegui tocar o barco pois tinha uma grana guardada da época de vacas gordas.
Fizemos um 'protesto' contra a Uber, pedindo segurança e controle dos motoristas. Fomos na frente da prefeitura e fizemos um salseiro do caralho... E a Uber encontrou uma solução para nos atender.
Decidiu que dali em diante, qualquer mero mortal poderia chamar um Uber. Passou a aceitar pagamentos em dinheiro, visando aumentar a userbase da plataforma e voltar a remunerar bem seus motoristas.
Claro que foi uma bosta, pois aí a Uber ficou sendo concorrente do ônibus pelo preço, e qualquer pé sujo entrava no seu carro pra se locomover pagando 7 reais.
Foi aí que percebi que a Uber estava fadada a ser apenas um meio de sobreviver, não de realmente ganhar dinheiro e viver bem.
Tive a ideia de abrir a empresa de transporte de passageiros. Mandei fazer cartões personalizados, recibos, peguei uma máquina de cartão e meu foco era usar a Uber para construir a minha Userbase. Todo cidadão que entrava no meu carro, ganhava além de agua e balinhas, o meu cartão.
Oferecia um serviço de qualidade com um preço justo, trabalhando 24h por dia e 7 dias por semana.
Meu objetivo era focar no trabalho noturno, pegando empresários em pontos específicos da cidade para apresentar meu serviço.
A tática deu certo, e foi assim que consegui uma grande quantidade de clientes 'fora da Uber'. Passei a ter inclusive mais serviço do que podia prestar, então passei a terceirizar o serviço para outros motoristas. Cobrava os mesmos 25% de taxa que a Uber cobrava, e mesmo quando não estava dirigindo estava ganhando algum dinheiro.
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| Eu e meu pai, fazendo transfer para o Tomorrowland |
A coisa voltou a andar, e passei a usar a Uber só como meio de captação de clientes e para conhecer pessoas interessantes. Era melhor que o Tinder e ainda me dava alguma grana. A empresa cresceu e decidi que era hora de comprar mais um carro. Mas vamos deixar essa parte da história para um outro post.
Numa bela noite de quinta feira, peguei 2 gringos no cambuí. Um entrou no carro e desmaiou no banco de trás. O outro, ainda lúcido e com um péssimo português falou: "Vamos para minha casa que é proxima daqui, depois tu leva meu amigo até Sousas na casa dele. Ele não fala uma palavra em português, só inglês e alemão. O pagamento está no cartão, então não precisa nem se preocupar em receber"
Quando o primeiro gringo chegou em sua casa, o segundo despertou e começou a conversar comigo.
Meu inglês era quase intermediário, bem técnico e eu ramelei um monte pra conversar com ele. No fim da viagem, dei meu cartão e ofereci meus serviços. Ele então disse que era um alto executivo da Mercedes Benz, que fazia viagens semanais para Guarulhos e que havia gostado do meu serviço. Disse que em breve entraria em contato comigo.
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| Se eu não me vestisse assim, provavelmente não teria ganhado a Mercedes Benz. |
Puta merda, ganhei na loteria. Tudo o que eu precisava era de um cliente grande com um bom volume de serviços! O gringo ainda levou um mês para me procurar e fazermos a primeira viagem.
Acertamos o valor, e ele me passou sua agenda.
Domingo as 4h da manhã, seguia para Guarulhos.
Segunda as 22h, buscava ele em Guarulhos.
Terça levava ele pro bar as 19 e buscava as 22h
Quarta, levava pra Gru as 05h da manhã, buscava na sexta as 23h.
Faturava mil reais por semana com ele. Passava entre 1,5 e 2h com esse cara no carro, e a consequência foi que melhorei MUITO minha conversação em inglês, por obrigação. Além dele, haviam outros executivos da Mercedes Benz que eu levava pra cima e pra baixo e tudo corria muito bem. Meus ganhos melhoraram muito, e voltei a ter um pouco de fôlego na vida.
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| Foi aí que conheci pessoas ricas de verdade. |
Tive alguns acidentes com o Jetta (bateram em mim 3x em 2016) então passei algum tempo com carro alugado. A exigência, sempre foi andar em carros alemães. Então minhas opções não eram muitas. Jetta, Passat, Mercedes, eram o que estavam no meu orçamento. Tenho algumas histórias muito boas dessa época, e de início a ideia era fazer um blog anônimo para poder contar todas... Não sei o quanto vou me aprofundar aqui, tendo em vista que tô colocando minha cara em todas as postagens. Mas tentarei de maneira sutil, ir o mais profundo que a legalidade permite.
A confiança então aumentou, pois sempre tive 'pontualidade britânica'. Se marcavamos as 19h, eu chegava 18h55 e avisava que estava disponível. Inclusive teve um episódio em que fui buscar o Phillip com o gringo no carro, e ele disse que o Phillip estaria na portaria nos aguardando. Questionei: Será que já desceu? Ao que me respondeu: "He is a German. He's never late.' E realmente, eles cronometram os segundos para cumprir qualquer cronograma.
Com a confiança, vieram os serviços extras. Virei um personal concierge. Se ele queria cigarros as 3h da manhã, me ligava e eu ia buscar. Se quisesse mulheres as 3h da manhã, eu arrumava e entregava. Isso merece até um ponto a parte, e vou quebrar aqui a postagem para começarmos sobre o ápice da parceria.
Se gostou, comenta! Seus sem costume do caralho. Todo dia o Blog tem 40, 50 leitores diferentes e ninguém comenta nada.
Enjoy :)











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