quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Meu Segundo Amor Parte 5

 O Relacionamento mais longo

Procurei MUITO essa foto, e finalmente achei! kkk

Sabem, percebi que quando eu faço postagem, o numero de acessos vai lá em cima. Se não posto nada, ninguém acessa este recinto. Então vamos encher de material pois amanhã vou viajar e talvez fique sem postar até o dia 4.

Seguindo na história, estamos em 2013. Já havia feito 'A grande viagem' que ajudou a acalmar um pouco os animos, mas voltamos a quebrar o pau com força no mês seguinte. Beleza, eu sabia que já tinha passado do ponto e precisava tirar aquele carro do nome da 02.

Sempre tive problemas de pedras nos rins, por dirigir muito, comer mal e tomar pouca agua.
Numa madrugada, acordei as 4h da manhã com muita dor no rim e decidi ir ao hospital. Nunca fui de alarde, então saí em silencio sem acordar meus pais, entrei no carro e dirigi até o hospital mais próximo.

A dor era tamanha, que estava anestesiado... E chegando em frente ao hospital pensei: "Nem fodendo que vou pagar estacionamento, vou deixar o carro na rua". E pra mim, havia uma vaga na frente do hospital.

Parei o carro, engatei ré e dei ré com vontade... E tinha um Monza Vermelho parado na vaga. Dei uma senhora cacetada no carro do cidadão.
Minha adrenalina me fez pensar "pombas, o cara do Monza veio no hospital de madrugada. Já deve tá cheio de problemas lá dentro. Se eu entrar e falar que bati no carro dele, vou arrumar confusão... Depois eu me preocupo com isso!"

E cara, até a dor passou de tanta adrenalina. kkk
Dirigi até o Centro Médico de Campinas que fica em Barão Geraldo, e fui lá pedir atendimento. Quando desci do carro...

Carai véi, que burduada eu dei no cara.

Fiquei pistolado, entrei no hospital e me medicaram de imediato.
Aí, liguei no hospital em que bati o carro pra explicar o ocorrido, e disseram que ninguém havia reclamado. Deixei meu contato e telefone, pois meu carro tinha seguro. Mas nunca fui procurado.

Agora eu tinha um novo problema. Como eu ia vender ou transferir essa bosta batida ? Toca nois ir lá cagar mais grana pra arrumar o carro, arrumar carro alugado pra não ficar sem trabalhar e os caramba todo...

Andei com o carro assim por uns 15 dias, até que um amigo meu (isso vale uma história a parte, sem dúvidas) começou a trabalhar comigo e tirou um carro zero km.
Eu iria dar treinamento pra ele, então usariamos um carro só. Pronto, matei 2 problemas numa cajadada só!

Arrumei o Polo, a cobrança continuava pesada pra dar jeito no carro... E fiquei de saco cheio. Nesse ponto, eu já tinha uma Visa Platinum com um bom limite, e uma linha de crédito boa no banco.
O primeiro carro que vi, foi um Ford Fiesta 2012 1.6 completo. Alias, nem vi o carro, comprei por telefone. Ofereci o Polo com 160 mil km na troca e uma divida de 18 mil. Ofereceram 13 mil no meu carro.

Ou seja, eu 'dei' meu carro por 13, coloquei 5 mil em cima pra quitar, coloquei mais 4 mil pra dar entrada no Fiesta e financiei o mesmo em 48x R$950.

Eu paguei 5 mil pra me livrar daquela filha da puta me enchendo o saco que o carro tava no nome dela. Como o banco do financiamento do polo era o Laranja, e lá eu não tinha crédito algum, não era possível transferir o financiamento... E refinanciar ia ficar caro por bosta pelo ano do carro... Sei que errei, que fiz uma puta duma cagada. Mas eu pago pra calar a boca de quem for, sabe ? Dinheiro nunca foi problema. Dou meus pulos.

Aí, a filha da puta brigou que eu comprei o carro sem levar ela junto pra ver. Já tava claro que nossa relação tava uma bosta... E eu tava de saco cheio. Queria resolver esse problema pra meter o pé na bunda dela de uma vez.


Beleza... Era um carro bem mais novo, mas como esse carro é ruim. Putaquepariu. O volante parecia um pastel do habib's, não andava e gastava igual o cão. Nunca dava média acima de 6km/l na rodovia.

Fiquei na estrada 2x por acabar o combustível e o bagulho do painel não marcar direito.

Coloquei as rodas do Fiesta Class, deu um charme

Na descida, ok ?

O ar gelava mal, o banco me dava dor nas costas... E tomava toco de todo mundo na pista. Após 4 meses com o carro, tomei toco de um Corsa Sedan Classic 1.0, e soltei fogo pela orelha.
Carro pra mim tem que andar ! Se não andar, que seja econômico. Esse não fazia nem um, nem outro.

Aí tinha que aguentar aquela sem vergonha da 02 na orelha de que eu fazia as coisas sem consultar ela... Mas toma no cu, na hora de me fuder pra eu dar o Polo embora, eu me viro sozinho. 

O seguro desse carro não era alto, acho que pagava 1700 conto e ele era semi-novo. Peguei com uma KM bem baixa mas ele nunca me agradou. Foi só um tapa buraco pra resolver o problema.

Segui trabalhando cada vez mais, dormindo cada vez menos... Tinha contraído uma divida de 5 mil reais no banco pra quitar o Polo e fazia 2x o meu salário em hora extra pra dar conta de pagar.

Quando quitei a divida do banco, decidi que trocaria de carro. E não pegaria qualquer bosta. Falei pra 02, ela falou que era fogo no cu e eu tinha que ficar com o carro como todo mundo faz... Mandei ela se fuder e comecei a caçar carro.

Peguei o Fiesta no fim de Julho, dia 26 de dezembro de 2013 fui na Alpini Veículos e troquei o Fiesta por um Nissan Tiida.

Perdi dinheiro? Perdi, pra caralho. Paguei 30 no Fiesta, vendi por 24. Peguei o Tiida por 30 mil, e dei a diferença de 6 mil em dinheiro pra manter o mesmo financiamento.

Mas porque essa troca de carro ? Meu amigo que tinha tirado o carro zero, capotou alguns meses depois e deu PT. Aí, saíamos juntos pra ver carro... Entrei num Tiida e me apaixonei.

Ele pegou um Ford Ka 2013, e eu peguei o Tiida.

Dia da entrega, vistoria do seguro. As rodas do Ka eram as do meu Fiesta.

Pronto mano, chega de problemas. Agora eu tava muntado numa nave. Motor 1.8, câmbio manual de 6 velocidades, bancos de couro e muito luxo. Foi o segundo melhor carro que eu já tive. Só o seguro que era pesado, R$3200 por ano.

Forte e econômico.

Esse cambio inclusive, equipa o Sandero RS atualmente.

Ahn meu amigo, aí a mina pirou. Eu já tinha um belo salário, e estava começando a correr atrás dos meus sonhos. O primeiro era um celular top de linha. Comprei então um Samsung Galaxy S4 zoom (postarei foto abaixo). O segundo era um carro com uma pegada esportiva, e o terceiro era uma moto.

Celular top de linha (S4) + câmera top de linha (SB350f) = S4 Zoom



Ela queria casar, e eu queria comprar meus bagulho manja ? kkk
Beleza, concordei que poderíamos pensar em casamento no próximo ano. As cobranças acabaram, mas eu seguia independente... Afinal agora era só eu lutando pelos nosso objetivos. E sempre me lembrava do quanto havia escutado pra tirar o carro do nome dela.

Sempre tive o sonho de ter um carro zero, e uma moto. Concordamos que primeiro viria o carro, a moto, e então casariamos. Nosso relacionamento já era bem frio e automático. Continuei a crescer na empresa, nossos passeios agora eram mais caros. Ela trabalhava de atendente de call center e ganhava uma merreca. Fazia faculdade de noite, e eu toda noite pegava ela na facul e levava pra casa dela. Era legal pois conversamos um pouco mas acabamos por entrar numa incansável rotina.

Passaram-se os meses sem maiores novidades. Quitei as dividas que havia feito e comecei a juntar algum dinheiro, até que tive o suficiente pra comprar minha primeira moto.



Gisele, a XLX350R 89 depois da reforma.

Tá, eu paguei 1300 conto na minha primeira moto. Então foi relativamente fácil comprar.
Quando comprei, ela tava um lixo. Gastei uns 4 mil nela pra deixar em ordem, fora os 2 mil de documentos atrasados. Depois de uns 4 meses, a reforma dela estava concluída e ela estava aí como na foto.

Foi aí que virei motoqueiro de verdade, tirei minha habilitação de moto e tava feliz da vida.

Um ponto aqui: Quando tirei CNH pra dirigir moto, eu tava fazendo um trabalho em Bauru. 
Então acordava 6h da madrugada, fazia aulas de moto das 6:30 às 7:20. Saía da aula e dirigia até Marília que dava uns 250km. Chegava em Bauru umas 11:00 e começava a trabalhar.... Depois dirigia de volta pra casa e chegava por volta de meia noite.
Eram 600km por dia!
Eu era insubstituível no meu cargo na empresa, por isso tinha um bom salário e uma certa flexibilidade em horários.

O trabalho me consumia cada vez mais, o tempo era cada vez mais curto, e aí as cobranças pela falta de atenção eram imensas. Mas posso dizer que o ano de 2014 foi um sucesso!

Até que em novembro, o Tiida começou a me dar dor de cabeça.
Apareceu um problema no chicote elétrico, e quando ele decidia, simplesmente desligava e não ligava mais. Isso aconteceu algumas vezes e acabei ficando na mão. Pra mim, aquele carro não servia mais.

Parada pra mijar, e pra foto.

Bom, decidi que era hora de comprar um carro zero km. Agora a renda era compatível, e um carro novo de verdade já era uma realidade. Não tinha mais dívidas, para arrumar o Tiida eu gastaria por volta de 7 mil reais na troca do chicote, e juntando com alguns outros problemas que o carro passou a apresentar... Teria que desembolsar uns 10 conto pra deixar ele confiavel. É o custo de se chegar aos 140 mil km.

Fui ao salão do automóvel com meu pai, um amigo dele e um outro amigo meu (Já perceberam que até aqui não falei muito de amizades, né? Nunca mais tive amigos verdadeiros, com exceção de um cara que trabalha comigo e considerava quase irmão. Um dia falo sobre nossa amizade).

Vi todos os modelos novos no salão do automóvel, e me apaixonei pelo novo Logan.
Os critérios para um novo carro eram: Ser zero km, completo, Sedan (pois estava pagando uma viagem pro Uruguai, falarei disso adiante), preferencialmente motor 1.6 e preço limite de 40 mil.

Nesta época, julho de 2014 começamos a planejar nossa viagem internacional. Inicialmente, iriamos pra Miami com meu primo e sua namorada. Fomos então tirar Visto e Passaporte (que custaram mil reais por cabeça), e a namorada do meu primo não conseguiu ter o visto aprovado. Aí, a viagem miou...
Naquela época, o Dolar era uns 2,30 e passava uma propaganda no discovery: "Hospedagem para 4 pessoas durante 14 dias em Miami e Orlando por 899 dólares.
Num impulso, comprei essa caralha aí. Deu 2 mil e poucos reais, que dividido entre 2 casais era um excelente preço. Já tinha milhas o suficiente no cartão de crédito para bancar a passagem, e a gente só não foi porque meu primo melou a porra toda.

Consegui cancelar o pacote quando meu primo deu pra trás, e decidimos então viajar para o Uruguai.

Bom, algum tempo depois comecei a ver os carros que pretendia comprar... O Logan era lindo, mas era uma bosta. Andei e não gostei. Tentei o Siena, mas não me agradou. Fui na Ford comprar um Focus, e saí de lá com um lindo Ford Ka 2014 Sedan, que era o lançamento da época. Paguei 1000 reais de ágio pra pegar o modelo que seria Test Drive, a previsão de entrega do carro era 30 dias.

Levei o carro da vitrine, foda-se.


O negócio não foi ruim. Pagaram bem no Tiida e o preço de laçamento do Ka era 38 mil reais...
Tenho um blog desse carro, todo o relato e história dele tá aqui: https://testenovoka.blogspot.com/
Esse blog tem mais de 150 mil acessos e até hoje, tem umas 900 visitas por mês.

E beleza, finalmente estava pronto pra casar.

Na verdade, não estava. Mas a pressão era imensa e eu já não tinha mais desculpas... Em dezembro de 2014 comprei as alianças e dia 01/01/2015 fiz o pedido de casamento na confraternização de ano novo da família.

Como já atingi as 2 mil palavras, vou quebrar a postagem e partir para um novo tópico.
Se está curtindo a história até aqui, deixa aquele comentário que eu adoro ler :)


Meu segundo amor Parte 4

 A viagem mais demorada que já fiz na vida.


Seguindo no tempo, aqui era janeiro de 2013. Eu já havia trocado de celular, um Sony Xperia Lt22i e grande parte das fotos aqui são dele. É incrivel como no passado haviam telefones bonitos, né ?

Bom, depois de feitas as malas, partiu os 2 coió em viagem. Saímos de Campinas por volta das 22h30 e a ideia era dirigir até cansar.

Café com leite, simples e mto gostoso.


Nossa primeira parada foi em 3 corações, a neblina na rodovia era intensa e achei uma pousada beirando a rodovia. Pelo que me lembre, paguei 60 reais a pernoite com café da manhã, e o lugar não aceitava cartão algum... E o cabeção aqui tinha partido sem dinheiro algum no bolso. Amanheceu, tomamos café, paguei a pousada com cheque e seguimos viagem.

O plano era cruzar o estado de minas e chegar na Bahia no primeiro dia. Porém naquela época não existia Waze, e o Google Maps era bem primitivo. Me baseava no meu bom e velho GPS de painel, que não foi nenhum pouco confiavel.

Parada pro almoço, Pão com linguiça e queijo.

Me perdi num acesso, onde havia uma placa que indicava Vitória para um lado, Teófilo Otoni para outro. Andei uns 200km em circulo até voltar na mesma placa e pegar o sentido correto. Como o GPS não se mostrou confiavel, paramos numa cidade chamada João Monlevade e compramos um mapa. 
Pedi informações para um transeunte local, e ele me disse que estava pertinho da rodovia... só uns 90km de estrada de terra.

Seguimos viagem e chegamos em Teófilo Otoni por volta das 23h. A ideia era parar e dormir em motéis, gastando por volta de 100 reais por pernoite. Mas cara, os motéis dessa região são bem precários... E confesso que me arrependi da decisão após parar num motel que sequer tinha chuveiro, era só um cano de agua que saía da parede.

Aqui estavamos em Jequié / BA

Nossa rota, era cruzar o máximo de estados possíveis durante a viagem. Então saímos de SP, entramos em MG, cruzamos MG até a Bahia, e o retorno seria pelo litoral (ES e RJ). Mas a estrada piora muito quando se sai de MG. Na época (não sei como está a br116 agora), virava pista única e tinha trechos onde andavamos em velocidade bem baixa por ficar atrás de caminhões. O Polo era um carro forte, permitia algumas ultrapassagens, porém ainda sim a velocidade média era de 60km/h.

Cruzamos no segundo dia Vitória da Conquista, parei pra comer acarajé e não rolou. Depois, paramos em Feira de Santana onde os preços eram exorbitantes, e como chovia MUITO, não ficamos por muito tempo. Seguimos viagem e cara, eu nunca vi uma chuva tão forte e tão constante na vida. Acho que andei uns 300km debaixo de uma chuva torrencial, até que não aguentamos mais e paramos para dormir em Alagoinhas.

E esse carro da funerária andou conosco durante o dia todo.

Paramos novamente em um motel que eu já havia pesquisado anteriormente, pernoitamos e saímos logo que o sol nasceu.

Entramos em Sergipe, a velocidade média aumentou um pouco porém haviam operações Pare-Siga em obras de duplicação que eram feitas pelo Exército local. 

Em Aracaju, comprei um monte de castanha por 10 reais.

Seguimos viagem rumo a Alagoas, almoçamos em Teotônio Vilela numa churrascaria gaúcha qual não me lembro o nome, mas posso dizer que foi a melhor comida que tivemos no caminho.
Chegamos em Recife por volta das 22h debaixo de muita chuva. E o pai dela tinha um quarto extra na casa e nos hospedou num imenso apartamento próximo ao centro.

Pensa num lugar quente.

O pai dela era professor de faculdade federal, então tivemos um excelente guia pra passear pela cidade. 
No primeiro dia lá, fomos para a praia e passavam diversas pessoas vendendo Camarão e Lagosta.
É tudo lindo e maravilhoso. Me lembro que as praias eram limpas e organizadas, coisa muito diferente do nosso litoral Paulista.

Mai pensa num lugar quente! Meu ar condicionado sofreu rs


As coisas lá eram muito baratas, no segundo dia saímos para Ilha de Itamaracá. Um sol de rachar coco, um trânsito absurdo e depois de 3h de estrada, chegamos em Itamaracá. O lugar é repleto de patrimônios históricos e lugares maravilhosos.





Não tenho muito o que falar sobre a viagem em si, fui muito bem recebido e o lugar todo é maravilhoso. O povo é muito acolhedor, tudo era muito barato e tinha muita coisa legal e diferente pra visitar! Ficaríamos 5 dias em Recife e então seguiríamos para Natal, visitar alguns outros parente da 02.
Olinda!

Por fim, fizemos um tour pelas praias mais famosas de Recife, conhecemos pontos históricos que existem pela cidade e seguimos viagem para Natal.

2 horas parado

A viagem era de sei lá, 300km talvez. mas levou quase um dia todo para ser feita por causa das obras na rodovia. 
Me lembro que ao passar por João Pessoa, parei o carro no alto de uma colina na rodovia e era possível ver o mar cristalino lá embaixo. Fizemos uma rápida parada para o almoço e para contemplar a maravilhosa cidade.
Chegamos por volta das 23h na cada da avó da 02, que nos hospedou por 3 dias.
Natal consegue ser tão maravilhosa quanto Recife. 
Outra coisa que me lembro, é que lá o povo tomava Skol, não Brahma. A Skol custava 4 reais, enquanto a Brahma custava 2,50. E bebi como se não houvesse amanhã.
Lá também não existia a lei anti fumo, então era permitido fumar dentro de bares e outros estabelecimentos. Bons tempos.

Praia de Ponta Negra

Passados os 3 dias, era hora de voltarmos... O cronograma era apertado, pois lembro que chegariamos em Campinas e eu voltaria a trabalhar no dia seguinte.

Retornamos para Recife, onde passaríamos a ultima noite e então seguiríamos de volta para SP.
Saímos pela manhã, passamos na Praia de Tamandaré para uma rápida visita e seguimos rumo a Maceió. 



Estrada maravilhosa! 300km sem um posto de gasolina.


Todo o retorno seria feito pelo litoral. Pernoitamos em Aracaju e no dia seguinte seguimos até Salvador. Já havia reservado uma pousada com um pouco mais de luxo, para termos uma noite de sossego.

Em Salvador, tive apenas péssimas experiências. Fui abastecer o carro (e a gasolina era bem mais cara), o frentista do posto tentou passar 200 reais a mais no meu cartão. No mercado, passaram todos os itens dobrados em 12x junto com um fardo de água mineral. Na pousada, havia por telefone fechado o valor de 120 reais. Ao chegar no local, o dono disse que era 250. Falei que havia feito a reserva por telefone, ao que me respondeu: "se não pagar os 250, prefiro deixar o quarto vazio". E o quarto ficou vazio, pois fomos para um motel.

Finalmente, uma pernoite com ar condicionado.

Levantamos as 6h da manhã, pois a primeira balsa que saía de Salvador com destino a Ilha de Itaparica, era as 8h da manhã. Lembro que em SP havia horário de verão, lá não. Então chegamos uma hora adiantado na balsa por eu não ter ajustado meu relógio.

Horas e mais horas esperando essa bosta.




Chegamos na fila da balsa as 7h da manhã (horário local), e entramos na balsa as 11:20. Me lembro que se optasse por não pegar a balsa, teria que fazer um retorno de 200km para cruzar esse braço do mar. Melhor ficar 3h dormindo do que 3h dirigindo.

Foi aí que descobri que tenho enjoo com barco, balsa e os caralho. Como eu passei mal naquela bosta, puta que pariu, Aquele cheiro de cabrito, mar, o bagulho balançando... Foram 40 min de sofrimento dentro do carro com o ar no talo pra eu não vomitar.
Saímos da balsa e eu tava muito pistola do atraso de 6h no cronograma. Fui acelerando pra tirar o atraso, até que um cidadão fez uma ultrapassagem proibida e quase deu de frente comigo.
Resultado? Eu estava a uns 170 e tive que travar no freio. O asfalto quente derreteu 2 pneus do Polo.

Tinha montado antes de sair em viagem.

Joguei o par de pneus avariados pra trás e seguimos viagem, dirigindo até as 2h da manhã onde paramos para dormir em Porto Seguro.
Levantamos as 9h e seguimos até porto seguro numa velocidade bem baixa pelo transito, onde pernoitamos novamente.




Cruzamos o Espirito Santo, passando alguns apertos pois alguns pedágios não aceitavam sem parar e eram caros pra caramba. Paramos para comer já no RJ em Campos dos Goytacazes, e lembro que por volta das 23h estavamos cruzando a ponte Rio Niterói. Por mim, seguiriamos viagem até Campinas (faltavam só mais uns 500km) mas a 02 estava cansada e pediu para pararmos para dormir no Rio.
Fomos pra um motel, onde lembro que fui recebido no vidro por um Garçom (?!) que me deu as boas vindas ao local.
No dia seguinte, um domingo.. Acordamos e seguimos viagem depois do almoço, chegando em Campinas no fim da tarde.

E assim teria terminado nossa maravilhosa viagem. Dos 15 dias que passamos fora, pelo menos 8 foram na estrada dirigindo. Conhecemos cada pedacinho do Brasil com suas particularidades, e é muito bacana ver a diferença cultural ao cruzar cada estado.
Sem dúvidas nosso país é maravilhoso, e espero um dia ter outra oportunidade de fazer essa viagem com um pouco mais de calma.

Agora, vamos voltar ao meu relacionamento no próximo post. 
Espero que curtam :)



Meu segundo amor Parte 3

 O relacionamento mais longo


Fala galera, blz ? Escrevi algumas páginas ontem, mas fora do foco que é minha história. Por isso rascunhei e arquivei, quem sabe um dia eu não poste aquele texto bosta que escrevi.

Vou seguir de onde paramos, ok?

Ao som de: ДЕНИС КЛЯВЕР И ЖАСМИН – Любовь-отрава

O ano era então 2012. Morava numa casa confortavel e com um bom quintal. Tinha então o Polo, o Prêmio havia sido roubado na porta de casa em 2011, meu pai estava sem carro, só com uma motoquinha.

Passei o Clio pra ele, que não consegui vender e tinha então 2 carros no nome da 02. O Clio, e agora o Polo. Meu pai acertou os docs e tudo ficou em ordem.

Nossa rotina era sair aos sábados com alguns amigos, e eu bebia pra caramba naquela época. Bebia de não saber como havia chego em casa.

Eu, pra lá de Bagdá. Foto do Motorola A1200


Meu emprego ia de vento em popa, sempre me descatando na minha função e acumulando novas funções para fazer o projeto andar. O salário era bom, e passei a fazer plantão. Então tinha 15 dias de plantão por mês, ficando 24/7 de sexta, sábado, domingo e segunda.

Adorava o trabalho extra, atender delegacias de madrugada. E ainda me sobrava tempo pra sair, passear, viajar... Tudo corria bem e a paz reinava. Mas como sempre, tinha que ter algo para me encomodar.

Foi aí que o carro da mãe dela deu problema, e a possibilidade de ela comprar um carro para a mãe era nula, pois estava com 2 carros financiados para eu e meu pai. As brigas começaram.

Sinto que houve um pouco de ciumes e tal... Mas eu ganhava bem e provinha tudo o que ela poderia precisar. Não entrarei em detalhes, mas tinhamos uma vida confortavel já naquela época.

As brigas, eram para tirar o carro do nome dela. E foi aí que comecei a luta. Minhas dividas não eram altas, beiravam os 5 mil reais.

Comecei então, a tirar 1000 reais por mês de meu salário para limpar meu nome. Primeiro, o protesto do Prêmio, depois um acordo com o banco laranja. Finalmente, fiz acordo com o banco do B vermelho e tive meu nome livre de quaisquer restrição. Fase 1 concluida, fui para a fase 2: Levantar meu Score.

Quando teu nome vai pro serasa, ninguém mais quer te dar crédito. Tu vira um inadimplente mal visto pelas instituições bancárias, e eu precisava contornar esse quadro para transferir o carro.

Então, peguei um cartão de crédito Pré-pago da época, onde tu colocava dinheiro que serviria de limite. Assim se não pagasse a fatura, o banco usaria o valor depositado para quitar o montante.

Ela foi viajar pro nordeste sozinha, e eu fui andar de Jetski.


Ao longo de alguns meses, cheguei ao limite de 2500 reais naquele cartão, e o usava pra tudo, de modo a levantar meu Score. 3 meses depois, o banco do B vermelho me ligou oferecendo um cartão de crédito com 700 reais de limite. Legal! Meu plano estava dando resultado, e fiz algumas compras em carnê apenas para demonstrar que seria um bom pagador.

Sempre que brigavamos era a mesma história, e eu dizia que estava dando meus pulos pra resolver. Até que em dezembro de 2012, o banco me deu um Visa gold com um limite bacana.

Um belo dia, brigamos pois o pai dela que morava em Recife nunca havia me visto, e eu não fazia nada para ir ve-lo. Falei que poderiamos tentar viajar, mas as passagens estavam caras por algum motivo naquela época.

Não consigo achar imagens daquela época, pois a digníssima 03 me fez apagar tudo em uma crise de ciumes. Talvez até tenha em um outro disco, mas por hora vou deixar assim.

Lixo.


Meu celular era um motorola A1200 e ele começou a pedir arrego... Peguei meu VR na época, fui nas lojas americanas e comprei um Nokia c300. Era uma bosta, mas tinha teclado qwerty e uma camera razoavel.

Comecei a trabalhar bem mais do que o normal, meu plantão bombava e começamos a nos ver menos por causa do trabalho. Meu foco era colocar minha vida financeira em dia, pra transferir o carro e parar de ouvir groselha. Então quanto mais ganhava, mais podia guardar.

Eu ia cortar a postagem aqui, mas ela ainda tá curta... então vamos seguir.

Passei o fim de ano trabalhando (natal e ano novo), mas eu estourava de fazer hora extra, então nunca me incomodei. Em janeiro, voltamos ao assunto da viagem para Recife e ir visitar o pai dela.

Não dava pra bancar avião, pois estava sei lá, 4 mil reais as passagens de ida e volta. Eu já tinha algum dinheiro guardado, e na frente da casa dela brinquei: E se agente for de carro ?
Coloquei Recife no GPS e deu lá, 2700km e 40 horas de viagem


É longe por bosta.

Naquela noite, decidimos então que iriamos viajar. Eu estava de férias da empresa, ela também pelo que me lembre e fomos fazer as malas para tal viagem.

Eu vou quebrar esse post em 2 pra não ficar mto longo e separar o tema, então nos vemos na proxima postagem.


domingo, 27 de dezembro de 2020

Meu segundo amor Parte 2

 O namoro mais longo (parte 2)


Vamo lá, parte 2 da bagaça sem enrolação.

Ao som de: Desejo de amar - Eliana de Lima.

Nesse ponto da minha vida, eu já estava relativamente confortavel e feliz.
Apesar de não achar que namorar fosse um objetivo, eu tinha meu carrão dahora, tinha amizades novas (galera dos clubes de carro, Clube do Uno e Clube do Palio), tinha um carro confiavel pra trabalhar, um trabalho maravilhoso e um bom salário. Eu não tinha do que reclamar, mesmo. Os planos era juntar dinheiro e colocar tudo em ordem. O Ka estava financiado e não estava em meu nome, mas tava trabalhando pra resolver esse problema.

Trabalhava semana toda, de sábado conseguia curtir sem gastar muito... Mas tava estranhando a paz toda da minha vida. Sempre que a paz reinava, acontecia alguma coisa pra virar tudo de cabeça para baixo. E comecei a contagem regressiva pra alguma coisa acontecer e desmoronar minha pequena montanha.

Como sempre, no domingo me enviaram a rota da semana. Desta vez, iria para a região de Sorocaba. Aquela região é bem grande, e vai até Registro que era bem longe. Comecei por Sorocaba, depois Votorantin, Pilar do Sul, Terça feira, Itapetininga e Angatuba. Na quarta, iria para Taquarivaí, e por não ter hotel em Angatuba, pernoitei em Itapetininga. 


Minha 'chefa' era a Cleo, uma mina muito parceira e que parecia trabalhar 24/7. Com ela não tinha tempo ruim!
Quarta feira acordei, meio atrasado e saí do hotel correndo pra cumprir o horário.
Quando passava por uma cidade chamada Buri, parei o carro em frente a uma loja de tratores para olhar o GPS do celular que havia bugado.

A inóspita cidade de Buri


Eis que surge uma cidadã, dirigindo um Chery Tiggo foi entrar na loja de tratores e não me viu (?!!!!). Bateu no meu carro parado.
A moça deu ré, e estacionou na loja de tratores. Na época, eu era muito estourado. Já desci do carro atrás dela falando 'volta aqui moça!', e veio 2 fazendeiros na minha direção.

Um deles questionou: "O que houve?", ao que respondi: "Essa filhadaputa bateu no meu carro e nem vem dar satisfação, por quê ?" Ao que ele respondeu: "Porque ela é minha esposa!!".

Na hora previ a merda, muntei no meu carro e fugi. Eu ia apanhar. Só que os fazendeiros tinham sei lá, uma F250 e vieram atrás de mim. E claro que nessas avenidas longas, o Ford Ka não deu nem pro cheiro.
Me prensaram com uma camionete de cada lado (amassando os 2 lados do meu carro) até que eu parasse.

Meus amigos, aí eu tive a certeza de que havia me fodido.
Conversamos um pouco, eu dentro do carro pois não conseguia sair, e agora mais calmos (o cara tinha o dobro da minha altura e largura) e ele decidiu chamar a policia. Falei que não precisava, que se necessário eu pagaria pelo reparo, mas que precisava ir embora (estava sem CNH) e estava atrasado.
Tiraram uma camionete do lado, para que eu descesse, me comprometendo a não tentar fugir novamente.

Pro meu azar, o cidadão era cunhado do prefeito da cidade de sei lá, 2 mil habitantes. De imediato, chegou uma viatura da Policia Militar (mais pra frente entenderão o porque de eu estar contando isso tudo agora).

O policial desceu, me identifiquei como funcionário a serviço da Prodesp e tal... Falei qual foi o ocorrido e o policia perguntou pro cara: "foi isso mesmo?", ao que ele respondeu "não, o cara que bateu no carro dela".

Pronto, tava feita a merdalhada toda. Já não tinha mais como eu ganhar ali. Pediram minha CNH e doc do carro, apresentei a CNH vencida e o doc do carro em dia... O policial olhou pra mim e falou 'infelizmente... tu vai preso'.



Putaquemepariu, COMO PODE CARA?!?!?!?!? Fui algemado, colocado na parte de trás da viatura que era uma Parati, um guincho levou meu carro com todos os meus pertences até o pátio... E fui encaminhado ao pequeno batalhão da policia militar da cidade. Filhos da puta! Se tivessem feito o correto, que seria ir pra delegacia de Policia Civil, eu teria o delegado ao meu lado para me proteger e amparar... mas a ideia ali era me fuder mesmo.

Fui pra cela, algemado. O seu policia, sentou numa cadeira fora da cela, e disse que iria lavrar manualmente o Boletim de Ocorrência.

Perguntou minha versão dos fatos, e narrei o ocorrido, que havia parado para consultar o GPS, a moça bateu na lateral do meu carro (pois o mesmo não anda de lado para com a porta do motorista amassar o carro dela), desci do carro para ver ocorrido e mediante grave ameassa, evadi do local. E ele disse: "Mas não foi o que disseram. Disseram que tu bateu e tentou fugir".

Quem sou eu pra falar pro cara que eu tô errado ? E assim ele lavrou a ocorrência... e disse: "Tu vai ficar aqui até assinar o B.O., blz ? Enquanto não assumir a culpa, vai ficar na grade".

E passei a tarde lá, achando que o cara iria sei lá, mudar de ideia... Quando anoiteceu eu desisti, assinei o B.O. assumindo a culpa da merda toda. Chorei cara, chorei pra caralho. Minha vida desmoronou em minutos.

Aí ele me liberou, e saí da Delegacia igual quando tu ta jogando GTA e vai preso, manja? Sem dinheiro, sem porra nenhuma, num lugar que tu nem faz ideia de onde é... Obviamente roubar um carro não era uma opção (hehehe).

Andei por algumas quadras e encontrei um moto taxi... Ofereci a ele meu relógio para ele me levar até o o Hotel. Minha carteira havia ficado no carro.

*Curiosamente, começou a tocar One of Us - Joan Osborne, e essa musica retrata bem o sentimento daquela noite.

Pernoitei no único hotel da cidade... E no dia seguinte era um feriado de alguma coisa e o pátio não abriu... Então perdi um dia naquele lugar de merda. No dia seguinte, sexta feira, fui ao Pátio pegar pelo menos minha mochila e carteira, e ver o que seria nescessário para tirar o carro do pátio.

O seu policia, não cansado de me fuder... me encheu de multa. Multa por dirigir com farol quebrado, multa por lanterna queimada, multa por direção perigosa (claro porra, eu tava fugindo dos fazendeiro gigantão!) e para tirar o carro do pátio teria que pagar todas as multas (foram 7 ao todo, além de dirigir com CNH vencida), mais o guincho e a diária do pátio. Queimei a sexta feira toda tentando tirar o carro do pátio, mas os caras queriam segurar o carro até segunda... assim seriam mais diarias pra eu pagar.

Desisti cara! Fiquei puto da cara e mandei todo mundo tomar no cu. Não tinha delegado naquela delegacia, ela um delegado só que atendia a região toda e o cara só chegaria na segunda feira para assinar os papéis que liberariam o carro.

Muntei numa merda dum ônibus que fazia Curitiba / Campinas chamado 'pinga pinga', porque ele parava em tudo quanto é cidade... E fiquei entre 10 e 12h no ônibus para chegar em casa...

Minha grana tava meio curta, mesmo que quisesse não tiraria o carro do pátio e precisava pelo menos tirar as peças de computador que eu havia recolhido dos outros clientes e que estavam no Ford Ka.

Eu sabia que não podia ir pra lá com o Premio. Primeiro porque ele não tinha documento, e porque eu não tinha CNH. Então as chances de meu segundo carro ficar naquela bosta de cidade, eram imensas.

Liguei para meu amigo Highlander de Sorocaba, e pedi para que ele me salvasse. Me lembro que ele me estendeu a mão, fui de ônibus pra Sorocaba e de lá seguimos no carro do pai dele até Buri para retirar as coisas. Aí tbm depenei o carro todo. Tirei som, tudo o que podia e mandei enfiarem o carro no cu.

Voltei pra casa e o problema tava causado... eu tinha um puta dum emprego, e agora não tinha carro para trabalhar.

Sobre o acidente e a prisão... Não fui fichado criminalmente (me colocaram na cela só para intimidar) e nunca fui acionado judicialmente para cobrir os canos (pelo menos isso...).

Agora vou dar uma resumidinha nos fatos:


Eu tinha um carro véio que andava pra caramba, e por consequência consumia combustivel pra caramba. Ele fazia 4km por litro, nos dias bons... E nessa época lembro que houve uma alta expressiva no valor do Etanol. Foi de R$1,70 pra R$2,30 da noite pro dia. Trabalhar com esse carro sem documentos já era massivo pra minha cabeça, e pelo que eu gastava de combustivel, o reembolso da empresa não era suficiente pra cobrir as despesas.

Foi aí que falei pra minha chefe o problema todo, e ela me deu um mes pra resolver minha vida. Eu trabalhava só dentro de Campinas, atendendo cidades da região que eram acessíveis por estradas de terra e sem pedágio, para não correr o risco de ser parado pela policia novamente.

Meu nome estava sujo em 2011, divida pequena... Com muito esforço tentei quitar mas não consegui. Meu pai com nome sujo, minha mãe também... Não via um horizonte para comprar um carro.

Até que um dia fui com a 02 ver um Focus, passamos a ficha de financiamento que obviamente foi negada... E em tom de brincadeira disse "bem que tu podia me deixar comprar um carro no seu nome, né?"

Ao que ela respondeu: "Por mim tudo bem!" - namoravamos a sei lá, menos de 6 meses.

Na hora, aquele pequeno ponto de luz no fim do túnel cresceu, e ali eu estava selando meu 'pacto' com ela...

Naquela mesma tarde fomos ver alguns carros. Ela não trabalhava, não tinha renda... Mas tudo nessa vida tem um jeito não é mesmo ? E foi aí que achamos um Renault Clio RT Sedan 1.6 16v ano 2001 com 140 mil km rodados.

Conversei com o dono da loja, expliquei toda a situação e ele disse "Deixa comigo, tu não vai sair daqui sem carro".

O Clio não era minha opção, mas foi a unica coisa que acabou dando certo. Financiei 14 mil reais em 60x de 503 e dei mil reais de entrada, em 2 promissórias de 500 reais p/ 30 e 60.

O cara passou a ficha dela como vendedora da Avon, fez as maracutaia dele e ahhhh, antes disso tem uma coisa legal!
Quando fui fazer o test drive no carro, eu saí da loja e andei 100 metro. E o carro parou. Era um sinal, Obvio. Voltei pra loja só com a chave na mão e o vendedor se tremeu todo kkk



O problema era o alarme que estava com problemas. Passou a ficha nas maracutaia, e no dia seguinte ficou marcado de pegar o carro limpo e pronto para uso.

Pela segunda vez, a história se repete. Carro anexado a mulher, que deu problema logo no primeiro rolê.

Lembro que retirei o carro e já encheram minha fila de atendimentos. Andei 1000km na primeira semana, e o Cliozinho tava firme e forte. Na segunda semana, mais 2 mil km (e a garantia no papel era de 3 mil km).

Na terceira semana, após passar uns 100km da km da garantia, o carro começou a falhar. Havia queimado junta do cabeçote. 

Depois de alguma discussão na loja, eles decidiram reparar o carro em garantia. E toca eu denovo, ligar pra minha chefe e avisar que ficaria uma semana sem carro.

Cara, aquela empresa gostava muito de mim. Não é atoa que trabalhei lá por 4 anos e fui destaque em absolutamente tudo o que fiz.

Para contornar o problema, a Carla (minha segunda chefa que foi nota 10 também) falou com a agencia de viagens da empresa, e a empresa me alugou um carro. Mas eu não tinha CNH, lembram ? kkkk

Ainda sim, concordaram em alugar o carro colocando a 02 como locatária e responsável pelo carro.
Fui na agência da Unidas que ficava próxima ao taquaral, e lá me deram um Corsa Classic com direção hidraulica.


Aí meus amigos... eu tive que trabalhar MUITO pra fazer valer esse galho que tinham me quebrado.
E dei o resultado acima do esperado, como sempre. Fiquei 2 semanas com o carro, por atrasos da oficina em me entregar o Clio... E neste ponto eu já tinha a certeza de que precisava arrumar minha CNH pra ontem.

O Clio foi um excelente carro. Em um ano, andou 70 mil km. Quebrou algumas vezes (ferveu, quebrou câmbio, estourou mangueira, e ele era de lua, tinha momentos em que se recusava a dar partida) mas no geral, como a parcela dele era super baixa eu consegui juntar algum dinheiro e começar a colocar a vida em ordem.

Por conta disso, eu tava amarrado com a 02. Ela tinha feito por mim o que ninguém jamais faria, e por isso me senti numa divida quase que impagável com ela. Ainda eramos felizes, simples, curtiamos a vida da maneira que podiamos e eu me esforçava pra limpar meu nome e tirar o carro do nome dela, apenas por questões morais minhas mesmo.
Não tenho muito o que falar do nosso relacionamento. Aos finais de semana, um ia pra casa do outro e passavamos juntos fazendo quaisquer atividades que fossem. Até que, eu fiquei de saco cheio do Clio.

A gota d'agua foi quando troquei a embreagem aos 222 mil km, e vazou óleo de câmbio pra cima da embreagem nova... Fomos pra praia no fim do ano e não conseguimos curtir pela preocupação do carro não estar legal. Antecipamos nosso retorno pois ele patinava em quinta marcha. Chegando em Campinas, o câmbio quebrou.
De onde eu tirei esse chapéu? kkk



Arrumei aquele carro e falei que não aguentava mais... Perguntei o que achava de trocarmos de carro, e ela concordou. Saímos então em busca de um sucessor pro Cliozinho.

Dentre as opções que deram errado, voltamos no lugar que compramos o Clio, e o cara tinha um Polo 1.6 2003 Série Ouro. Paguei 18 mil neste carro. 60x de R$807



E tava feita a segunda merda. Comprar o segundo carro no nome dela. Claro que, nosso relacionamento era bem sólido, pensavamos em nos casar um dia e por isso, não viamos problemas em ter as coisas juntos. Eu bancava praticamente tudo pelo período em que ela não trabalhava.

Mas eu tava andando de Polo, com bancos de couro.

Não me arrependo de nada do que já fiz na vida, mas se pudesse voltar no tempo, não teria comprado esse carro (pelo menos não desta maneira pois acabei 'jogando ele fora').

Neste momento, eu estava com 2 carros no nome dela, e desesperado pra vender o Clio (afinal, paga 807 de parcela do Polo + 503 de parcela do Clio). Passou o primeiro mês, e nada. Passou o segundo mês e nada. Cara, como era difícil vender um carro com 230 mil km + uma dívida superior ao valor do carro. Foi então que conversei com meu pai, e vendi o carro pra ele. Ele apenas assumiu o documento que iria vencer, e continuou pagando as parcelas dali em diante. A ideia era colocar a vida de ambos em ordem para transferir, mas isso foi mais difícil do que imaginavamos.

Agora com um carro super confiavel (não tem o que falar de VW, né?), passei a trabalhar ainda mais e começar a pagar as dividas mais pesadas. O Premio havia sido roubado, e quando foi roubado já tinha deixado de pagar. A quitação, foi de 900 reais + tarifa do cartório para retirar o protesto. Como meu pai foi meu fiador, ainda tive que pagar para tirar o protesto dele também).

Foi aqui que nossa relação começou a dar uma balançada por causa da mesma rotina sem graça de sempre.
Acho que pelo tamanho do texto, já ta na hora de cortar e deixar para a próxima parte. Acredito que essa história toda vai ser bem mais longa do que eu imaginava. Vamos ver o quanto vou além para narrar toda essa parte.

Texto revisado, e finalizado ao sim de: If It makes you happy - Sheryl Crow.
E por enquanto é só pessoal! Se curtiu, já sabe o que fazer né? :)


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