quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Meu segundo amor Parte 3

 O relacionamento mais longo


Fala galera, blz ? Escrevi algumas páginas ontem, mas fora do foco que é minha história. Por isso rascunhei e arquivei, quem sabe um dia eu não poste aquele texto bosta que escrevi.

Vou seguir de onde paramos, ok?

Ao som de: ДЕНИС КЛЯВЕР И ЖАСМИН – Любовь-отрава

O ano era então 2012. Morava numa casa confortavel e com um bom quintal. Tinha então o Polo, o Prêmio havia sido roubado na porta de casa em 2011, meu pai estava sem carro, só com uma motoquinha.

Passei o Clio pra ele, que não consegui vender e tinha então 2 carros no nome da 02. O Clio, e agora o Polo. Meu pai acertou os docs e tudo ficou em ordem.

Nossa rotina era sair aos sábados com alguns amigos, e eu bebia pra caramba naquela época. Bebia de não saber como havia chego em casa.

Eu, pra lá de Bagdá. Foto do Motorola A1200


Meu emprego ia de vento em popa, sempre me descatando na minha função e acumulando novas funções para fazer o projeto andar. O salário era bom, e passei a fazer plantão. Então tinha 15 dias de plantão por mês, ficando 24/7 de sexta, sábado, domingo e segunda.

Adorava o trabalho extra, atender delegacias de madrugada. E ainda me sobrava tempo pra sair, passear, viajar... Tudo corria bem e a paz reinava. Mas como sempre, tinha que ter algo para me encomodar.

Foi aí que o carro da mãe dela deu problema, e a possibilidade de ela comprar um carro para a mãe era nula, pois estava com 2 carros financiados para eu e meu pai. As brigas começaram.

Sinto que houve um pouco de ciumes e tal... Mas eu ganhava bem e provinha tudo o que ela poderia precisar. Não entrarei em detalhes, mas tinhamos uma vida confortavel já naquela época.

As brigas, eram para tirar o carro do nome dela. E foi aí que comecei a luta. Minhas dividas não eram altas, beiravam os 5 mil reais.

Comecei então, a tirar 1000 reais por mês de meu salário para limpar meu nome. Primeiro, o protesto do Prêmio, depois um acordo com o banco laranja. Finalmente, fiz acordo com o banco do B vermelho e tive meu nome livre de quaisquer restrição. Fase 1 concluida, fui para a fase 2: Levantar meu Score.

Quando teu nome vai pro serasa, ninguém mais quer te dar crédito. Tu vira um inadimplente mal visto pelas instituições bancárias, e eu precisava contornar esse quadro para transferir o carro.

Então, peguei um cartão de crédito Pré-pago da época, onde tu colocava dinheiro que serviria de limite. Assim se não pagasse a fatura, o banco usaria o valor depositado para quitar o montante.

Ela foi viajar pro nordeste sozinha, e eu fui andar de Jetski.


Ao longo de alguns meses, cheguei ao limite de 2500 reais naquele cartão, e o usava pra tudo, de modo a levantar meu Score. 3 meses depois, o banco do B vermelho me ligou oferecendo um cartão de crédito com 700 reais de limite. Legal! Meu plano estava dando resultado, e fiz algumas compras em carnê apenas para demonstrar que seria um bom pagador.

Sempre que brigavamos era a mesma história, e eu dizia que estava dando meus pulos pra resolver. Até que em dezembro de 2012, o banco me deu um Visa gold com um limite bacana.

Um belo dia, brigamos pois o pai dela que morava em Recife nunca havia me visto, e eu não fazia nada para ir ve-lo. Falei que poderiamos tentar viajar, mas as passagens estavam caras por algum motivo naquela época.

Não consigo achar imagens daquela época, pois a digníssima 03 me fez apagar tudo em uma crise de ciumes. Talvez até tenha em um outro disco, mas por hora vou deixar assim.

Lixo.


Meu celular era um motorola A1200 e ele começou a pedir arrego... Peguei meu VR na época, fui nas lojas americanas e comprei um Nokia c300. Era uma bosta, mas tinha teclado qwerty e uma camera razoavel.

Comecei a trabalhar bem mais do que o normal, meu plantão bombava e começamos a nos ver menos por causa do trabalho. Meu foco era colocar minha vida financeira em dia, pra transferir o carro e parar de ouvir groselha. Então quanto mais ganhava, mais podia guardar.

Eu ia cortar a postagem aqui, mas ela ainda tá curta... então vamos seguir.

Passei o fim de ano trabalhando (natal e ano novo), mas eu estourava de fazer hora extra, então nunca me incomodei. Em janeiro, voltamos ao assunto da viagem para Recife e ir visitar o pai dela.

Não dava pra bancar avião, pois estava sei lá, 4 mil reais as passagens de ida e volta. Eu já tinha algum dinheiro guardado, e na frente da casa dela brinquei: E se agente for de carro ?
Coloquei Recife no GPS e deu lá, 2700km e 40 horas de viagem


É longe por bosta.

Naquela noite, decidimos então que iriamos viajar. Eu estava de férias da empresa, ela também pelo que me lembre e fomos fazer as malas para tal viagem.

Eu vou quebrar esse post em 2 pra não ficar mto longo e separar o tema, então nos vemos na proxima postagem.


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