A viagem mais demorada que já fiz na vida.
Seguindo no tempo, aqui era janeiro de 2013. Eu já havia trocado de celular, um Sony Xperia Lt22i e grande parte das fotos aqui são dele. É incrivel como no passado haviam telefones bonitos, né ?
Bom, depois de feitas as malas, partiu os 2 coió em viagem. Saímos de Campinas por volta das 22h30 e a ideia era dirigir até cansar.
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| Café com leite, simples e mto gostoso. |
Nossa primeira parada foi em 3 corações, a neblina na rodovia era intensa e achei uma pousada beirando a rodovia. Pelo que me lembre, paguei 60 reais a pernoite com café da manhã, e o lugar não aceitava cartão algum... E o cabeção aqui tinha partido sem dinheiro algum no bolso. Amanheceu, tomamos café, paguei a pousada com cheque e seguimos viagem.
O plano era cruzar o estado de minas e chegar na Bahia no primeiro dia. Porém naquela época não existia Waze, e o Google Maps era bem primitivo. Me baseava no meu bom e velho GPS de painel, que não foi nenhum pouco confiavel.
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| Parada pro almoço, Pão com linguiça e queijo. |
Me perdi num acesso, onde havia uma placa que indicava Vitória para um lado, Teófilo Otoni para outro. Andei uns 200km em circulo até voltar na mesma placa e pegar o sentido correto. Como o GPS não se mostrou confiavel, paramos numa cidade chamada João Monlevade e compramos um mapa.
Pedi informações para um transeunte local, e ele me disse que estava pertinho da rodovia... só uns 90km de estrada de terra.
Seguimos viagem e chegamos em Teófilo Otoni por volta das 23h. A ideia era parar e dormir em motéis, gastando por volta de 100 reais por pernoite. Mas cara, os motéis dessa região são bem precários... E confesso que me arrependi da decisão após parar num motel que sequer tinha chuveiro, era só um cano de agua que saía da parede.
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| Aqui estavamos em Jequié / BA |
Nossa rota, era cruzar o máximo de estados possíveis durante a viagem. Então saímos de SP, entramos em MG, cruzamos MG até a Bahia, e o retorno seria pelo litoral (ES e RJ). Mas a estrada piora muito quando se sai de MG. Na época (não sei como está a br116 agora), virava pista única e tinha trechos onde andavamos em velocidade bem baixa por ficar atrás de caminhões. O Polo era um carro forte, permitia algumas ultrapassagens, porém ainda sim a velocidade média era de 60km/h.
Cruzamos no segundo dia Vitória da Conquista, parei pra comer acarajé e não rolou. Depois, paramos em Feira de Santana onde os preços eram exorbitantes, e como chovia MUITO, não ficamos por muito tempo. Seguimos viagem e cara, eu nunca vi uma chuva tão forte e tão constante na vida. Acho que andei uns 300km debaixo de uma chuva torrencial, até que não aguentamos mais e paramos para dormir em Alagoinhas.
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| E esse carro da funerária andou conosco durante o dia todo. |
Paramos novamente em um motel que eu já havia pesquisado anteriormente, pernoitamos e saímos logo que o sol nasceu.
Entramos em Sergipe, a velocidade média aumentou um pouco porém haviam operações Pare-Siga em obras de duplicação que eram feitas pelo Exército local.
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| Em Aracaju, comprei um monte de castanha por 10 reais. |
Seguimos viagem rumo a Alagoas, almoçamos em Teotônio Vilela numa churrascaria gaúcha qual não me lembro o nome, mas posso dizer que foi a melhor comida que tivemos no caminho.
Chegamos em Recife por volta das 22h debaixo de muita chuva. E o pai dela tinha um quarto extra na casa e nos hospedou num imenso apartamento próximo ao centro.
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| Pensa num lugar quente. |
O pai dela era professor de faculdade federal, então tivemos um excelente guia pra passear pela cidade.
No primeiro dia lá, fomos para a praia e passavam diversas pessoas vendendo Camarão e Lagosta.
É tudo lindo e maravilhoso. Me lembro que as praias eram limpas e organizadas, coisa muito diferente do nosso litoral Paulista.
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| Mai pensa num lugar quente! Meu ar condicionado sofreu rs |
As coisas lá eram muito baratas, no segundo dia saímos para Ilha de Itamaracá. Um sol de rachar coco, um trânsito absurdo e depois de 3h de estrada, chegamos em Itamaracá. O lugar é repleto de patrimônios históricos e lugares maravilhosos.
Não tenho muito o que falar sobre a viagem em si, fui muito bem recebido e o lugar todo é maravilhoso. O povo é muito acolhedor, tudo era muito barato e tinha muita coisa legal e diferente pra visitar! Ficaríamos 5 dias em Recife e então seguiríamos para Natal, visitar alguns outros parente da 02.
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| Olinda! |
Por fim, fizemos um tour pelas praias mais famosas de Recife, conhecemos pontos históricos que existem pela cidade e seguimos viagem para Natal.
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| 2 horas parado |
A viagem era de sei lá, 300km talvez. mas levou quase um dia todo para ser feita por causa das obras na rodovia.
Me lembro que ao passar por João Pessoa, parei o carro no alto de uma colina na rodovia e era possível ver o mar cristalino lá embaixo. Fizemos uma rápida parada para o almoço e para contemplar a maravilhosa cidade.
Chegamos por volta das 23h na cada da avó da 02, que nos hospedou por 3 dias.
Natal consegue ser tão maravilhosa quanto Recife.
Outra coisa que me lembro, é que lá o povo tomava Skol, não Brahma. A Skol custava 4 reais, enquanto a Brahma custava 2,50. E bebi como se não houvesse amanhã.
Lá também não existia a lei anti fumo, então era permitido fumar dentro de bares e outros estabelecimentos. Bons tempos.
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| Praia de Ponta Negra |
Passados os 3 dias, era hora de voltarmos... O cronograma era apertado, pois lembro que chegariamos em Campinas e eu voltaria a trabalhar no dia seguinte.
Retornamos para Recife, onde passaríamos a ultima noite e então seguiríamos de volta para SP.
Saímos pela manhã, passamos na Praia de Tamandaré para uma rápida visita e seguimos rumo a Maceió.
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| Estrada maravilhosa! 300km sem um posto de gasolina. |
Todo o retorno seria feito pelo litoral. Pernoitamos em Aracaju e no dia seguinte seguimos até Salvador. Já havia reservado uma pousada com um pouco mais de luxo, para termos uma noite de sossego.
Em Salvador, tive apenas péssimas experiências. Fui abastecer o carro (e a gasolina era bem mais cara), o frentista do posto tentou passar 200 reais a mais no meu cartão. No mercado, passaram todos os itens dobrados em 12x junto com um fardo de água mineral. Na pousada, havia por telefone fechado o valor de 120 reais. Ao chegar no local, o dono disse que era 250. Falei que havia feito a reserva por telefone, ao que me respondeu: "se não pagar os 250, prefiro deixar o quarto vazio". E o quarto ficou vazio, pois fomos para um motel.
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| Finalmente, uma pernoite com ar condicionado. |
Levantamos as 6h da manhã, pois a primeira balsa que saía de Salvador com destino a Ilha de Itaparica, era as 8h da manhã. Lembro que em SP havia horário de verão, lá não. Então chegamos uma hora adiantado na balsa por eu não ter ajustado meu relógio.
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| Horas e mais horas esperando essa bosta. |
Chegamos na fila da balsa as 7h da manhã (horário local), e entramos na balsa as 11:20. Me lembro que se optasse por não pegar a balsa, teria que fazer um retorno de 200km para cruzar esse braço do mar. Melhor ficar 3h dormindo do que 3h dirigindo.
Foi aí que descobri que tenho enjoo com barco, balsa e os caralho. Como eu passei mal naquela bosta, puta que pariu, Aquele cheiro de cabrito, mar, o bagulho balançando... Foram 40 min de sofrimento dentro do carro com o ar no talo pra eu não vomitar.
Saímos da balsa e eu tava muito pistola do atraso de 6h no cronograma. Fui acelerando pra tirar o atraso, até que um cidadão fez uma ultrapassagem proibida e quase deu de frente comigo.
Resultado? Eu estava a uns 170 e tive que travar no freio. O asfalto quente derreteu 2 pneus do Polo.
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| Tinha montado antes de sair em viagem. |
Joguei o par de pneus avariados pra trás e seguimos viagem, dirigindo até as 2h da manhã onde paramos para dormir em Porto Seguro.
Levantamos as 9h e seguimos até porto seguro numa velocidade bem baixa pelo transito, onde pernoitamos novamente.

Cruzamos o Espirito Santo, passando alguns apertos pois alguns pedágios não aceitavam sem parar e eram caros pra caramba. Paramos para comer já no RJ em Campos dos Goytacazes, e lembro que por volta das 23h estavamos cruzando a ponte Rio Niterói. Por mim, seguiriamos viagem até Campinas (faltavam só mais uns 500km) mas a 02 estava cansada e pediu para pararmos para dormir no Rio.
Fomos pra um motel, onde lembro que fui recebido no vidro por um Garçom (?!) que me deu as boas vindas ao local.
No dia seguinte, um domingo.. Acordamos e seguimos viagem depois do almoço, chegando em Campinas no fim da tarde.
E assim teria terminado nossa maravilhosa viagem. Dos 15 dias que passamos fora, pelo menos 8 foram na estrada dirigindo. Conhecemos cada pedacinho do Brasil com suas particularidades, e é muito bacana ver a diferença cultural ao cruzar cada estado.
Sem dúvidas nosso país é maravilhoso, e espero um dia ter outra oportunidade de fazer essa viagem com um pouco mais de calma.
Agora, vamos voltar ao meu relacionamento no próximo post.
Espero que curtam :)
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