sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

O primeiro noivado Parte 6

 O namoro que virou noivado, e a queda.

Começou a reinar a escuridão.

Texto escrito em: 30/12/2020 - 22h

Vamos voltar um pouquinho no tempo aqui. 
Pouco antes de eu pedir a 02 em casamento, ainda no fim de 2014... Eu sofri 2 acidentes de moto.

Logo que a Gisele ficou pronta da reforma, um cara me derrubou pois ia entrar numa rua e não me viu.
Desmontei a Gisele inteira, arrumei, e uma semana depois que ficou pronta um bêbado deu de frente comigo.

Cara, eu tava cansado de arrumar a Gisele e de tomar porrada dela dando partida.
Explico: Minha XLX350R não tinha partida elétrica, então tinha que 'pedalar' pra fazer ela pegar. Depois do segundo acidente, algo aconteceu e ela ficou ruim de dar partida...

Pancada na canela.
Então quando ia dar partida nela, ela pegava 'ao contrário' e o pedal de partida batia na canela.
Teve um sábado que fui sair com ela, e levei uma pancada. Fiquei muito puto, peguei o carro, fui na Yamaha e tirei uma XTZ Lander 250 0km.



Entrei na loja, escolhi, paguei e agendei pra retirar na segunda feira. Era uma puta moto. Alta, partida elétrica, injeção eletrônica e os caralho todo. Acho que paguei 14 mil nela.
Depois eu vendia a Gisele e acertava as contas.

Fiquei algum tempo com as 2, pois precisava arrumar a XLX pra vender.


Beleza, vamos em frente. Ano de 2015. Nossa viagem estava próxima e acho que não vou entrar muito em detalhes sobre a viagem. Fomos de carro até o Aeroporto de Guarulhos. Sempre tirava férias em janeiro, pois fevereiro era um mês de alta demanda de servidores por causa do carnaval.
Chegamos ao Uruguai, saímos do aeroporto e havia um carro alugado nos esperando. Cara, era tudo uma merreca. Paguei 19 dólares por diária do carro alugado. Tudo bem que me deram uma sucata, mas serviu pra cruzar o Uruguai de uma ponta a outra.

Aprendi a fazer chimarrão com um transeunte.



*acabou a energia aqui, mas tenho nobreak... então vamos seguir.

A viagem foi uma bosta. Quebramos o pau no segundo dia não lembro por qual motivo e o bico reinou pelo resto da viagem.
O Uruguai, é um país insalubre. Ao sair do avião, já é possível sentir o 'cheiro de biblioteca velha'. O clima era meio frio, pegamos alguns dias de chuva. Tudo era muito caro, e pegamos um hotel com cozinha pra comprarmos algumas porcarias e tentar cozinhar pratos locais.

A comida não tinha gosto, pois é proibido SAL no Uruguai. Me lembro que comprei alguns sachês de sal com o atendente do hotel por algumas moedas.




Lógico que cada lugar tem sua peculiaridades, mas imagine comer um churrasco sem tempero, e sem sal... As Carnes eram grossas e suculentas. Mas não tinham sabor. E a companhia fez a viagem ficar ainda mais desgostosa. Me lembro de caminhar na praia já pensando em chegar no Brasil e meter o pé em tudo... Eu tava de saco cheio de tanto fazer, e não ter retorno. Ouvir coisas como 'só eu te aguento, se não fosse eu você estaria sozinho' acabavam com meu dia...]

E então eu bebi.

Até que finalmente, aquela tediosa viagem chegou ao fim. Não valeu o rolê.


A paz já não existia. Estávamos noivos por pura pressão e acho que no fundo, nenhum de nós queria mais se casar.
Voltando de viagem, fomos ver um apartamento para comprar e então seguir o plano. Meu banco era o finado HSBC, e eu tinha uma linha de crédito pra imóvel. A ideia era comprar e ir pagando, para quando nos casássemos tivéssemos um lugar para morar e tal... E aí meu mundo começou a desmoronar.

Comecei a ter alguns problemas com a empresa, pois os pagamentos de hora extra não estavam sendo bem contabilizados... E todo mês recebia menos do que o esperado por erros da gerência.

A verdade, é que o negócio tava afundando e a verba tava acabando... Em breve o contrato seria rescindido com a Prodesp, e os pagamentos estavam suspensos.

A empresa pra qual eu trabalhava, tinha acabado de ser comprada pela Algar. E ao que parece, a Algar fez a compra para encerrar os negócios da Rhealeza.
Uma empresa de 500 funcionários, que operava no Brasil inteiro, estava fadada ao fracasso após a sua venda para outra empresa que queria apenas o monopólio do mercado.

Mal sabia eu que este, seria meu ultimo dia de trabalho.

Fui demitido dia 01/04/2015. É meu chapa, primeiro de Abril.
Naquele dia, acordei e vi que meu salário veio faltando metade dos rendimentos. Escrevi um e-mail reclamando, e fui bem ácido.
Algumas horas depois, recebi uma ligação do meu chefe dizendo que havia sido demitido.

Eu era tão alto astral, que imaginava que tudo fosse uma imensa brincadeira. E assim continuei achando, mesmo após assinar minha rescisão sem aviso prévio.
Minha carreira tinha acabado. Acordei no dia seguinte, crente de que receberia uma ligação dizendo 'haaaa, pegadinha do malandro, primeiro de abril'. Mas não, minha carreira na Rhealeza tinha acabado após 4 anos.

Mas não havia motivos pra pânico. Neste mesmo dia, recebi uma ligação de um antigo chefe que após ficar sabendo de minha demissão, havia me chamado para trabalhar com ele.

Era um excelente emprego, continuaria mexendo com servidores e redes e teria uma renda razoável.
Como era precavido, eu tinha seguro prestamista nos financiamentos do Carro e da Moto, além dos empréstimos que havia feito. Então ganhei 1 ano de empréstimos pagos, e 3 meses de parcelas do carro e da moto.

Concluí que deveria me desfazer do carro. Estava com ele a sei lá, 7 meses e pagava uns 1100 reais de parcela. Coloquei o carro a venda de imediato para me livrar da dívida, e acabei vendendo pro cara que me vendeu a XLX. Com a grana que peguei do Ka + a venda da XLX, comprei um Fiat Brava 

Brava SX 1.6 2001

Um dia pretendo fazer uma postagem de todos os carros que já tive, dando detalhes sobre eles. As fotos estão todas espalhadas, então vai levar algum tempo pra fazer algo legal.

Cara, eu escrevo, escrevo, escrevo... E essa parte da história num termina nunca! hahaha

Bom, livre da dívida do Ka, decidi ficar com a Lander e passei a trabalhar de moto. Como não tinha que levar nada além de meu Notebook, a moto me atendia super bem. Em dias chuvosos, eu ainda tinha um carrinho pra andar. E claro, o custo por km da moto era muito baixinho perto de qualquer carro.

Passei a ir trabalhar diariamente, atendendo o cliente banco Santo André (aquele vermelho, *eu escrevo assim porque não quero que ninguém digite Sant4nder no google e caia no meu blog).

O salário era bom, tinha me livrado das dívidas mas meu noivado ainda capengava... A 02 parou de se cuidar, começou a engordar e embarangar. Não fazia o minimo que era pintar uma unha, manter o cabelo pintado... Sabe quando a pessoa relaxa? pois é... e comecei a perder o tesão. Mas o foco ainda era colocar a vida em ordem.

A perca do emprego inviabilizou a compra do apartamento, e de imediato pausei o negócio todo antes de perder dinheiro.

Comecei a ficar desmotivado com a vida como um todo, fui ao médico fazer um check up e me receitaram anti-depressivos pra tentar melhorar minha moral. Foi aí que comecei a tomar Citalopran.

O Citalopran eu tomava ao acordar, e ficava meio chapado por umas 2 horas... até finalmente despertar e estar pronto pro mundo.

Foi aí que, numa bela manhã.... Perdi hora e saí de casa atrasado. Tomei o remédio e muntei na moto.
Sempre andei com o feixe do capacete aberto, por relaxo e excesso de confiança.
Naquele dia, quando estava na metade do caminho, parei num posto de gasolina e decidi afivelar corretamente o capacete. Com certeza, eu já previa o que estaria por vir...

Vou cortar a postagem por aqui, e na próxima falo sobre meu acidente de moto.

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