Meu primeiro amor, parte 2/2
| A letra é minha, estudava japonês então as letras eram quadradas. |
Ao som de: A mesma coisa da outra postagem, é só modão e cerveja nessa merda kkk
Primeiramente, acho que está me fazendo bem escrever e interagir com todo esse material depois de tantos anos. Vejo fotos, recordo momentos e dou risada. Acho que meu psiquiatra acertou na recomendação, pois encarar os problemas é muito mais proveitoso do que simplesmente 'dercarta-los'.
Vamos lá:
Minha relação com a Ursa era assim: Nos viamos de sexta, sábado e domingo (carai, tô me esforçando pra recuperar isso aí tudo na memória).
Na sexta feira, saía do serviço e andava 30km até a casa dela. Ficava com ela até umas 22h (hora limite imposta pelo sogrão) e ia embora pra casa.
Sábado, acordava e ia arrumar alguma coisa que tinha quebrado no carro durante a semana. Terminava por volta das 14h, me trocava (eu vivia cheio de graxa) pegava ela na casa dela e iamos passear em algum lugar.
Por volta das 19h iamos pra casa dela, e ficava lá ensebando até das 22h que era minha hora de ir embora.
Não me lembro qual era o critério para eu dormir lá, mas tinha alguma coisa que liberava ou não minha pernoite. Eu dormia num cômodo, ela em outro.
Neste ponto, estavamos namorando a sei lá, 1 ano e meio talvez e ainda não 'haviamos consumado nosso desejo por completo'. Era só pegação e tal, mas como eu era o primeiro homem da vida dela, respeitava isso a todo custo, e nos gostavamos o suficiente pra não precisar 'consumar' o relacionamento para nos completarmos.
Pausa dramática aqui: Pensando por esse lado, porque será que nosso relacionamento morreu?
Vamos à minha teoria: Sei que sou uma pessoa dificil de lidar, então acho que sei lá, relacionamento tem prazo de validade (apesar de ter sido noivo por 6 anos da 02, terminado e casado com a 03. É... é isso mesmo que vc leu. Fui noivo por 6 anos, pulei a cerca, conheci a 03, terminei meu noivado com a 02 e casei com a 03. Mas isso é um papo pra outra hora).
Bom, como você já leu, quando eu comprei meu primeiro tomóvel ele quebrou, e quebrou de novo, e depois quebrou de novo, e de novo, e de novo.... Aprendi mecânica na raça pois não tinha dinheiro pra oficina mecânica, então mexia no carro com meu pai aos finais de semana.
Como não tinha dinheiro e quando comprei o carro, ele quebrou no mesmo dia, eu não paguei pelo documento. O dono da loja nunca me deu o 'verdinho' e andei 5 anos com ele sem documento (ultimo licenciamento, 2008).
Eu tinha acabado de tirar minha CNH, e desconhecia este advento da vida moderna chamado RADAR.
Levei 80 multas indo e voltando pra casa dela, pois só descobri qual radar me multava quando um cara bateu o carro no poste e derrubou o poste, e o radar.
Obviamente que perdi minha CNH provisória logo no começo, pois recebia maços e mais maços de multa pelo correio... metia até fogo nessas merda de tanta raiva que eu tinha. em pouco tempo, meu carro acumulou uma divida de 11 mil reais em multa (e valia sei lá, 6).
Ninguém sabia disso, além de mim. E claro que não podia contar pro pai dela, senão haveria mais um motivo para pesar contra nossos rolezinhos... como se já não bastasse toda a carga de macumba acumulada.
Meu nome ficou sujo, era um sacrifício pagar esse carro... fiquei desempregado por uns 2 meses e arrumei um emprego pra ganhar 832 reais bruto, que dava uns 620 conto limpo no fim do mês. 323 era a parcela do carro, 80 por semana de combustivel e pronto, cabô meu salário. Quando o carro quebrava, da-lhe gambiarra e ajustes técnicos pro bixo voltar a andar.
Voltando ao foco pré-pausa-dramática, aos domingos eu ia almoçar na casa dela... e cara, a mãe dela cozinhava bem pra caramba. Sempre tinhamos almoço em familia de domingo e cara, era maravilhoso... como sinto falta dessa época. Dou valor a essas coisas, sabe ? Sentar pra comer e conversar com alguém (coisa que não faço a tempos... malemal almoço hoje em dia, moro sozinho e longe de meus pais).
Além disso, eu gostava muito de carro, cheguei a turbinar meu carro e iamos com certa frequencia em encontros de carros antigos (pq eu tinha meu pau véio, mas amava aquela merda)
O pai dela tinha carrão, acho que não tem problema falar o modelo. Até duvido que alguém que eu conheça vá ler esse textão... então o pai dela tinha uma Mitsubishi Eclipse GST. E o cara amava aquele carro. Todo domingo ele lavava o carro, e saía pra rodovia pra secar... então ia nois junto passear de nave na Rod. Dom Pedro (ops, talvez falei demais).
Ahn... eu me esforcei pra me entregar por inteiro praquela familia, fazendo o possível pra agradar a todos e amadurecer um pouco mais a cada dia. Acho que é profundo demais eu falar que nossa primeira vez foi no aniversário da minha mãe no banheiro de casa e que ela sangrou por uma semana porque emendou a menstruação e eu achei que fosse morrer se ela tivesse que ir pro médico.
Tava lá eu presente em todos os eventos familiares, massssss vale a pena recordar que eu tinha amigos.
E meus amigos cara, eram tudo pra mim... Vamos chamar eles de Nerdão (desculpa mano) e Bundão.
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| Estavam me segurando, não parava em pé de tão bebado. |
O Nerdão, conheci aos 5 anos... foi 'amor a primeira vista'. Eramos muito unidos e a familia dele sempre foi uma segunda familia pra mim, meu deus... como eu gostava daquele povo.
O Bundão estudou comigo na quinta série (pelas minhas contas, 2001 se eu estiver certo) e também deu match na amizade...
O Nerdão era meu confidente, com quem mais me abria e me aprofundava (sempre fui muito fechado, minha relação com meus pais sempre foi superficial, assunto pra um outro post), e o Bundão era parça pra todas as horas... Fazia sol ou chuva, o cara tava lá... e era recíproco da minha parte.
Então vamos lá. Eu namorava, não trepava mas era fiel, adorava meus amigos e amava minha namorada.
Lembram que falei que o horário limite pra deixar a Ursa na casa dela era as 22h ? Pois é meus amigos...
Minha família tem uma história delicada, meu vô era dono de puteiro então cresci no meio das putas (assunto também para outro dia). Por conta disso, eu tinha Free-pass em todos os puteiros da cidade. Podia visitar qualquer um com meus amigos sem pagar nada.
Sexta feira, as 22h, deixava a dona Ursa na casa dela e já ia voando pra casa do Bundão.
Falava pra Ursa que ia dormir (cara, to me abrindo aqui heim?! nem meu psiquiatra sabe disso kkk) e ia pegar o Bundão e o Nerdão pra nois ir pra zona.
Aí iamos pro puteiro só ver a mulherada, tomar uma cerveja e sei lá... pra mim isso era curtir a noite (mesmo eu não usufruindo dos serviços das meretrizes).
Acredito que se eu fosse sincero sobre isso, ela desaprovaria. Então era tudo 'meio' escondido, pois as vezes falava que saíamos, mas não pra onde íamos.
Então minha rotina era cravada... e obviamente meus amigos eram meus confidentes, sabiam do que eu fazia. Bebiamos juntos, iamos pra zona juntos, eu confiava demais naqueles caras... e jurei NUNCA trocar mulher alguma por amigo. Mano na frente das Mina, lembra dessa? kkkk
Por vezes, iamos juntos em eventos sociais (eu, Bundão, Nerdão e Ursa), e eu te juro que sentia que no fundo o Bundão queria a minha vida... Ele adorava minha rotina, minha namorada, meu sogro... E quando aquilo bateu na minha mente, eu comecei a colocar um freio na nossa amizade.
Bundão e Nerdão nunca namoraram. Não o suficiente pra ter mulher pra levar pra algum lugar, sabe ? Eu trabalhava, pagava minhas contas e tinha meu carro. Buscava sempre crescer e evoluir. Eles tinham sempre a mesma vidinha de sempre, aparentemente sem grandes objetivos ou feitos.
Sempre fui galanteador, comecei com o PUA em 2004 aos 15 anos e passei a entender o funcionamento da mente feminina... Com isso, conseguia me mostrar interessante o suficiente pra pegar qualquer uma.
Bom, eu senti que tinha alguma coisa errada... Bundão sempre tentava se enfiar na casa da Ursa e puxar papo com a família... Inclusive fui alertado pelo Sogrão que deveria talvez tomar um pouco de cuidado, pois tinha alguma coisa cheirando estranho.
Nossa relação se desgastou (acho que é esse o termo, né?) E ela já não tinha mais tanto interesse em passar o tempo comigo... Queria usar o fim de semana pra fazer outras coisas, que muitas vezes não me incluiam.
Algo que entendo normalmente, afinal ela estava na flor da idade 16 anos e eu tava batendo nos 20.
Cheguei a refletir algumas vezes, sobre o que poderia fazer para curar essa ferida que estava se abrindo... Lembro que ela falava 'que a gente não precisava ficar junto o fim de semana todo, o importante era a qualidade do tempo que ficavamos juntos'. Filhadaputa, tava é querendo sentar em outras roulas e eu tava cego demais pra aceitar. Passamos a brigar com alguma frequencia até que:
Ela começou a jogar um joguinho online qual sequer me lembro o nome.
Ela só estudava, então não fazia nada o dia todo. Eu trabalhava, tinha carro e contas pra pagar... então era menos presente do que talvez deveria, por ironia do destino.
Acabou que meus fins de semana passaram a ficar vazios... Ela saia mais com a mãe (era o que dizia) do que comigo, e a distancia entre nós foi aumentando.
Sempre fui um nerd fodido com computador. Tive servidor de Ragnarok Online, tinha 3 computadores no meu quarto, Programo em C, C++, Delphi, Cobol, manjo muito de bancos de dados como Oracle DB, MySQL... Então nunca tive muito trabalho pra ir 'virtualmente' descobrir uma verdade.
E putaquemepariu, eu suspeitei que tinha algo errado e fui investigar.
Como o texto tá longo, vou puxar uma parte 3.



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